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Congro
Esta série nasceu da profunda ligação que tenho com a água.
Talvez morar junto do maior lago artificial da Europa tenha trazido à superfície o tema. Ou talvez seja o mistério das suas superfícies, na sua calma aparente, escondendo vida e movimento nas suas profundezas, que me despertou.
Os lagos têm uma profunda simbologia mística em diversas tradições espirituais e culturais. Eles representam o vínculo entre o mundo terreno e o mundo espiritual, sendo vistos como portais para a transcendência e a transformação. Os lagos simbolizam a profundidade emocional e espiritual, convidando-nos a mergulhar nas suas águas interiores para encontrar clareza e renovação, reflectindo a capacidade de purificar a energia e revitalizar a alma.
Na simbologia mística, os lagos são considerados locais sagrados de cura, meditação e comunhão com a natureza. A sua serenidade e beleza convidam à contemplação, introspeção e à ligação com o divino. Os lagos são vistos como espelhos da alma, reflectindo a nossa essência mais profunda e desafiando-nos a explorar os mistérios do nosso ser interior.
Da série “Lakes – the deep waters” nasceram quatro lagos nos Açores, dois na ilha de São Miguel -pintados com as águas dos próprios lagos-, e dois na ilha do Pico.
São quatro lagos muito diferentes dos outros e também muito diferentes entre si, pois cada um carrega a vibração do próprio lugar.
Este é “Congro”; um Lago profundamente feminino, pintado na Lagoa do Congro em São Miguel, com a sua água. A Lagoa do Congro é a minha lagoa preferida; uma lagoa com uma energia sagrada e de protecção
Aqui fica o desafio e o convite… para mergulhares nestes lagos.

